Após pedido de cassação, Prefeito de Caçapava nega irregularidades e diz que uso de verba do transporte foi 'investimento'

  • 04/11/2026
(Foto: Reprodução)
Prefeito de Caçapava nega irregularidades e diz que uso de verba do transporte foi investimento em política pública Reprodução/TV Vanguarda O prefeito de Caçapava, Yan Lopes (Podemos), negou ter cometido irregularidades no uso de R$ 2,1 milhões do Fundo Municipal de Transporte e Trânsito. O relatório final da Comissão Processante, divulgado nesta terça-feira (3), recomendou a cassação do mandato do chefe do Executivo. Em entrevista à TV Vanguarda, nesta quarta-feira (4), o prefeito defendeu a aplicação do dinheiro no transporte público e afirmou que a equipe jurídica avalia medidas antes da votação na Câmara. “Essas leis dão pra gente diretrizes de como investir o recurso do fundo de transporte. Se a gente falar que investir em transporte público, baratear a passagem e modernizar a frota não é investimento em política pública de transporte, eu não sei mais o que é”, afirmou. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Vale do Paraíba e região no WhatsApp Yan disse que recebeu uma versão digital do relatório pelo celular e que os advogados analisam a possibilidade de entrar com uma ação antes da sessão que vai discutir o documento. Comissão recomenda cassação do mandato de prefeito de Caçapava A denúncia que deu origem ao processo aponta que o prefeito teria usado recursos arrecadados com multas de trânsito para subsidiar parte do valor das passagens de ônibus. Segundo os denunciantes, o artigo 320 do Código de Trânsito Brasileiro determina que esse dinheiro seja aplicado exclusivamente em ações relacionadas ao trânsito. Além do uso dos recursos, a comissão também investigou se Yan deixou de responder a requerimentos aprovados pelos vereadores que pediam informações sobre a aplicação do dinheiro do fundo. O prefeito negou a acusação. O presidente da Câmara de Caçapava, vereador Adilson Henrique (PL), marcou para a próxima terça-feira (10), às 9h, a sessão de leitura e votação do relatório final da Comissão Processante. O documento tem 78 páginas e foi assinado pelos três integrantes da comissão: Fran Miranda (PL), presidente; Dani Galdino (Republicanos); e Pablo Fernandes (DC). A comissão considerou procedentes as acusações e recomendou que o plenário decida pela cassação do mandato por infrações político-administrativas. A decisão cabe aos vereadores, e são necessários pelo menos oito votos favoráveis, entre os 11 parlamentares da Casa, para que o prefeito perca o cargo. Em entrevista à TV Vanguarda, Fran Miranda afirmou que os trabalhos foram conduzidos com responsabilidade e transparência. O caso começou a ser analisado pela Câmara após uma denúncia apresentada no início de agosto por Eugênio Pinto de Freitas Filho, marido da vice-prefeita Juliana Freitas (Podemos), e outras três pessoas. Veja mais notícias do Vale do Paraíba e região bragantina

FONTE: https://g1.globo.com/sp/vale-do-paraiba-regiao/noticia/2026/11/04/apos-pedido-de-cassacao-prefeito-de-cacapava-nega-irregularidades-e-diz-que-uso-de-verba-do-transporte-foi-investimento.ghtml


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